| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
Voltei a ouvir Radio Head. Ao mesmo tempo, comecei a fazer uma pesquisa, sobre letras de músicas escritas por apaixonados. Ao mesmo tempo, tenho partido bastante de vários lugares.
Por todos estes ao-mesmo-tempo, foi tão bom redescobrir "True Love Waits".
A música explica o subentendido:
I'll drown my beliefs
To have you be in peace
I'll dress like your niece
To wash your swollen feet
Just don't leave, don't leave
And true love waits
In haunted attics
And true love wins
On lollipops and crisps
Just don't leave, don't leave
I'm not living
I'm just killing time
Your tiny hands
Your crazy kiss and smile
Just lonely, lonely..
Just lonely, lonely..
Noites dessas, tava num boteco chorando decepções amorosas,para meu grande-amigo-querido-lindo-inacreditável-DJ-PATO, e disse que meu maior problema é ser apaixonada demais (quero escrever cartas de amor,pagar jantares, dar presentes, homenagear no blog). intensamente apaixonada demais. Hoje, porém, no segundo dia da FLIP 2008, descobri óutra conseqüencia dacarga extremada de paixão que carrego dentro de mim. Além de ser exagerada-jogada-aos-teus-pés-eu-sou-mesmo-exagerada, eu tenho a capacidade de me apaixonar inumeras, sucessivas e concomitantes vezes, em questão de, deixa ver, seis, sete horas. Explico (para que não pensem que sou uma promíscua): entre 12h e 19h, me apaixonei por Paraty,pela PIAUÍ-FLIP2008, por uma história que o Fabrício Carpinejar celebrou um casamento com poesia, pela Revista Não Funciona, pelo Xico Sá com seu pangaré paraguaio que fala portunhol selvagem (não. ele não conhece o Thiago Medeiros. é, coincidente e inacreditavelmente, outro pangaré que fala portunhol selvagem - atéo Xico Sá ficou supreso quando falei pra ele), pelo humor requintadíssimo da Inês Feitosa, pelo sotaque tatuagens do José Luis Peixoto, pelo Xico Sá (sim, de novo, ele merece - e espero que esteja lendo meu blog) e suas frases fantásticas:
"Eu bebo pra caralho e escrevo socialmente."
"Quem escreve de verdade tenta folclorizar quem não escreve muito."
(Pangaaaaaa, a ´próxima é pra nóis dois, meu)
"A grande desgraça da humanidade é o post de bêbado"
(!!!!!!!!!!!!!!!!!!! muitas coincidências, Hong Kong que o diga, hein Panguinha?)
Bom,estou perdidamente apaixonada por tudo isso.
Deixa eu ir, porque preciso escrever cartas de amor, pagar jantares, dar presentes e homenagear no blog.
Ps: e vejam, como sou generosa - vim pra pousada escrever antes de beber,para não desgraçar mais ainda a humanidade.
Parte 1 - “A vida não é. A vida está sendo**.”
Não tenho lido, nem escrito muito (salvo no meu caderninho amarelo onde escrevo tudo, quase todos os dias). Não por falta de tempo (porque, quando eu quero, eu sempre arranjo tempo), mas, sim, porque optei por isso. Escolhi sair um pouco do mundo de A VIDA É, o mundo em que se pensa como a vida é, o mundo da teoria, da virtualidade, da televisão, dos livros, esses universos paralelos que criamos para nos distrair do mundo de A VIDA ESTÁ SENDO. Escolhi cair com tudo no A VIDA ESTÁ SENDO. E caí mesmo, do skate, no asfalto, machuquei o joelho. E não era, VEJAM BEM, playstation!!!!!!! Era eu mesma, queimando o rosto de frio, na rua, caí de joelho no mundo real, A VIDA ESTÁ SENDO.
Agora mesmo, to escrevendo isto aqui e olho pela janela atrás de mim: um baita sol. Com licença, vou continuar o que escrevo lá da rua.
Voltei.
Vim escrever aqui na praça Japão, cinco quadras do meu trampo, tá frio, mas tá rolando um solzaço do meio dia. Estou ouvindo Strokes no meu Ipod, e tomando Gatorade de limão. Cada segundo que passa no meu relógio, a vida está sendo, a vida está sendo, a vida está sendo.
Lembrei de uma comunidade que eu to no ORKUT, “sai do orkut e vai ler um livro”. Nada disso!!!!!! Hoje eu digo diferente: sai da frente deste computador e vai pra rua. Pra casa dos teus amigos. Vai ver tua família. Compra um skate e vai cair de joelhos no asfalto. Te mata. Qualquer coisa menos ficar pensando como a vida é (como A VIDA dos outros É, no orkut; como A tua VIDA É nas fotos do teu flog; como A VIDA do personagem É no livro ou na novela). Porque A VIDA NÃO É, A VIDA ESTÁ SENDO. Na rua, com pessoas reais, nas quais você pode tocar, beijar, esbarrar. E não precisa machucar o joelho para sentir isso.
Eu agora aqui na VIDA SENDO: tem uma formiguinha andando no meu braço, meu joelho dói do tombo que levei, o sol tá esquentando meus cabelos, to ficando muito hidratada com o Gatorade. A cada segundo meu relógio conta: a vida está sendo, a vida está sendo, a vida está sendo.
E tu continua aí?! Na frente da porra deste computador???!!!!!!
Cai fora, meu, esquece que eu existo, vai pra rua, se joga.
Aliás, não. Lembra que eu existo, mas não esta eu-palavras que tu pode deletar a qualquer hora. Lembra que eu-de-verdade existo (com a formiguinha no braço, joelho doendo, sol na cabeça, hidratada).
Lembra que eu-de-verdade existo.
Me liga, que to na praça Japão vivendo.
* CK = Charles Kiefer, no livro "Valsa para Bruno Stein", com filme em cartaz nos melhores cinemas.
** Frase do Paulo Freire, escrita num cartazinho com a foto dele, que ganhei no FSM 2003 (momento, aliás, em que viví estupendamente).

Antes de qualquer coisa, para nenhum gremista amigo meu (e eu amo tantos gremistas), "curintiano", vascaíno, flamenguista, palmeirense, (não vou escrever todos os times aqui), achar que isto é uma ode ao Colorado, vou esclarecer que o que quero falar é sobre FUTEBOL e sobre SUPERAÇÃO. Não sobre algum time específico.
Então.
Provavelmente algum comentarista esportivo já relacionou o jogo de ontem ao dia de São Jorge (e não li nenhum jornal ainda, para não influenciar meus comentários que seguem). De qualquer forma, vou fazer a relação. Por vários motivos: porque este blog é extremamente egoísta e só serve para EU falar o que senti com alguma coisa, então, to nem aí se alguém já falou; porque quando cheguei, em êxtase, ontem de noite em casa decidi escrever sobre o que aconteceu lá COMIGO (egoísta!!!!!); porque quando cheguei no trabalho hoje achei uma oração a São Jorge que ganhei da Cris semana passada (coincidências); porque ontem foi QUARTA 23, NOITE DE JORGE NO BEIRA RIO!!!!!!!
Um pouquinho antes do quarto gol, quando nada estava definido ainda, (e na real, só define quando acaba – frase típica de beira de campo, da hora que o repórter enfia o microfone na cara do jogador que vem voltando do vestiário pro segundo tempo), mas então, quando nada estava definido ainda, em meio a um milhão de promessas (que estão sendo devidamente cumpridas, mas, foi mal, São Jorge, não fiz para vc, porque meu santo, e do meu pai, é outro: Santo Antônio), pensei porque eu gostava tanto de futebol. E que eu gosto tanto de futebol que, se o jogo acabasse ali, lógico que eu iria ficar triste, mas já tinha valido o espetáculo, porque foi um jogaço !!!!!!!! (03 expulsões, 06 gols, mais de 40 mil torcedores). Jogaço!!!!!!!!!
Daí, cheguei a uma conclusão: eu (eu Leila de Souza Teixeira, não sei o que o futebol representa para vcs, mas para MIM, EU, egoísta, lembram?) amo futebol por causa da peleia, da superação da dificuldade.
O que é fácil para mim, não tem a menor graça !!!!!
E o jogo de ontem foi a representação disso: nos primeiros segundos o Jonas caiu no meio do campo, desacordado, aos 20 segundos o Paraná fez um gol, e o que aconteceu? A torcida gritou "vamo, vamo, Inter, vamo, vamo, Inter". A gente tinha que fazer 4 gols e a galera acreditou. A galera toda, torcida e jogadores. Os caras foram guerreiros. Foram guerreiros na noite de São Jorge, o santo guerreiro. E o time do Paraná também. Aquela bola na trave no segundo tempo quase me matou do coração (até a Julinha que nunca ficou nervosa em jogo, virou pra mim e disse, bah, hoje to muito nervosa). Foi demais!!!!!! Foi uma batalha mesmo. E isso, repito, é o que me apaixona no futebol.
A peleia.
Óbvio que eu adorei o 1x0 sobre o Barcelona (óbvio, óbvio, óbvio), só que o de ontem foi muito melhor.
E essa história da dificuldade é o que curto na minha vida fora do estádio. Gosto muito de trabalhar, (não de sofrer, porque eu não sofro trabalhando, e, graças a deus, gosto muito do meu trabalho), trabalhar, trabalhar, resolver todos os perrengues, e depois ver a coisa pronta. Nem sempre dá certo, porque nenhum time é invencível, mas eu curto mesmo assim a sensação de ter feito tudo o que eu, dentro das minhas forças, poderia fazer.
Não sei o que vai acontecer daqui pra frente com meu Colorado, mas ontem valeu para eu entender porque gosto tanto de futebol, e que não é para ganhar de ninguém, nem debochar de gremista (Viví, eu sei que já fiz isso, mas vc me fez ver como isso não é legal), mas é, sim, para lutar (afinal, eu sou filha de Yãnsa, e entre tantos santos não podia esquecer de falar nela).
Tanto é assim, que peço aos meus amigos gremistas (e eu amo tantos gremistas), "curintianos", vascaínos, flamenguistas, palmeirenses, (não vou escrever todos os times aqui), que escrevam sobre um dia em que São Jorge (ou Yãnsa) baixou no time de vcs e fez a galera lutar até o último segundo dos acréscimos.
Ps 1: Tá super mal escrito, e depois vou escrever e reeescrever no blog até ficar razoável, mas eu precisava compartilhar, HOJE, meu amor pelo futebol, com vcs que amam futebol tb.
Ps 2: Obrigada Tio Zé, Dani, Pedro, Júlia, pela tradicional carona e pela sempre agradabilíssima companhia. 
Oração a São Jorge (que a Cris me deu)
Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
São Jorge, Rogai por Nós.